Bernardo Vieira | Planejador Financeiro

CDB, Tesouro Direto ou Poupança: Qual Rende Mais?

CDB, Tesouro Direto ou poupança: qual rende mais?

Quem guarda dinheiro quase sempre chega nesta pergunta: poupança, CDB ou Tesouro Direto, qual rende mais? A resposta direta é que, com os juros atuais, a poupança tende a render menos que as outras duas. Mas “render mais” não é a única conta que importa, e este artigo mostra as outras.

Aviso importante: este texto compara categorias para fins educacionais. Ele não indica qual aplicação você deve escolher.

Como cada uma funciona, em uma frase

Poupança. Regra fixa: quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, rende 0,5% ao mês mais a TR (Fonte: Correio Braziliense, setembro de 2026). Não tem imposto de renda e o dinheiro fica disponível para resgate.

CDB. Você empresta dinheiro para um banco e recebe juros. Muitos CDBs pagam um percentual do CDI, que anda perto da Selic. Tem imposto de renda sobre o ganho, e o prazo e a liquidez variam de um título para outro.

Tesouro Direto. Você empresta dinheiro para o governo federal. Existem títulos que acompanham a Selic, outros com taxa definida e outros ligados à inflação. Também tem imposto de renda e uma taxa de custódia cobrada pela B3.

O que os números mostram hoje

Com a Selic em 13,75% ao ano (Fonte: Copom, setembro de 2026), a poupança rende cerca de 8,22% ao ano (Fonte: Correio Braziliense, setembro de 2026).

Uma simulação com R$ 100 mil por 12 meses, já descontado o imposto, chegou a estes valores finais: poupança, R$ 108.330; Tesouro Selic, R$ 111.134; CDB de 100% do CDI, R$ 111.224 (Fonte: Seu Dinheiro, setembro de 2026). A simulação considera CDI de 13,65% ao ano, imposto de 17,5% para 12 meses e taxa de custódia de 0,20% ao ano no Tesouro.

Ou seja, nesse cenário, a diferença entre poupança e as outras duas passa de R$ 2.800 em um ano para cada R$ 100 mil. Pode parecer pouco para quem guarda pouco, mas é dinheiro que fica na mesa todos os anos.

Por que “rende mais” não basta

Os números de uma simulação não decidem sozinhos. Vale olhar cinco coisas antes.

Prazo. Para dinheiro que você pode precisar a qualquer momento, o que importa é a facilidade de resgatar. Algumas aplicações de renda fixa só rendem bem se ficarem até o vencimento.

Imposto. A poupança não tem imposto de renda, mas as outras duas têm, e a alíquota cai conforme o tempo que o dinheiro fica aplicado.

Taxas. Verifique se há taxa de custódia, taxa de administração ou qualquer cobrança que diminua o rendimento.

Garantia. Pergunte quem garante o seu dinheiro: o governo, ou um banco com cobertura do fundo garantidor, dentro de limites. Entenda a regra antes de aplicar.

Taxas mudam. A Selic sobe e desce. O que rende mais hoje pode não render mais daqui a um ano.

Erros comuns na hora de comparar

Comparar só a taxa anunciada. Uma taxa bonita no papel pode virar pouca coisa depois do imposto e das taxas.

Deixar tudo na poupança por costume. Hábito não é critério. Se o dinheiro vai ficar parado por meses, vale pelo menos conhecer as alternativas.

Escolher o prazo mais longo para ganhar mais e precisar do dinheiro antes. Resgatar antes do vencimento pode custar rendimento.

Ignorar a reserva de emergência. Dinheiro de emergência precisa estar disponível. Rendimento é secundário.

Quando vale buscar ajuda

Se você tem dúvida sobre como dividir o dinheiro entre reserva, objetivos de médio prazo e aplicações de prazo mais longo, ou se não sabe qual prazo faz sentido para a sua realidade, vale montar esse plano com apoio profissional.

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Conclusão

Hoje, a poupança rende menos que CDB e Tesouro Direto em uma simulação de 12 meses, mas a escolha depende de prazo, liquidez, imposto, taxas e garantia, não só do rendimento. O caminho mais seguro é entender cada opção antes de aplicar e decidir pelo objetivo do dinheiro.

Se o primeiro passo ainda é entender para onde seu dinheiro está indo, o primeiro artigo do blog ajuda nesse diagnóstico: Como Calcular Seus Gastos Mensais em 4 Passos Simples.

Este artigo é educacional, não é recomendação de investimento e não substitui assessoria profissional de um especialista em finanças.

Dados utilizados

Selic em 13,75% ao ano (Copom, reunião de setembro de 2026): Fonte: Banco Central/Copom, via Nubank (blog) e Creditas

Regra da poupança com Selic acima de 8,5% (0,5% ao mês mais TR) e rendimento de cerca de 8,22% ao ano: Fonte: Correio Braziliense (18/09/2026)

Simulação de R$ 100 mil em 12 meses (poupança R$ 108.330; Tesouro Selic R$ 111.134; CDB 100% do CDI R$ 111.224), com CDI de 13,65%, imposto de 17,5% e custódia de 0,20% ao ano: Fonte: Seu Dinheiro (setembro de 2026)

Bernardo Vieira

Bernardo Vieira

Consultor Financeiro. Escrevo sobre organização, saída de dívidas e investimentos do jeito que eu gostaria de ler: direto ao ponto, sem complicação e sem promessas que não se cumprem.
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